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História
da Beleza
Autor: Humberto Eco
Editora: Record
Gênero: Literatura
Ano: 2005
Apesar de ilustrada por imagens de centenas de obras-primas de todos os tempos,
esta não é como uma vasta antologia de textos desde Pitágoras até os nossos
dias, que servem para reconstruir as múltiplas idéias de Beleza expressadas
e discutidas desde a Grécia antiga até hoje. Este livro apresenta as diversas
concepções de Beleza da natureza, das flores, dos animais, dos corpos humanos,
dos astros, das relações matemáticas, da luz, das pedras preciosas, das
roupas, de Deus e do Diabo. Embora apenas os textos dos filósofos, dos
escritores, dos cineastas, dos místicos, dos teólogos e testemunhos dos
artistas tenham chegado até nós, por meio desses documentos é possível
reconstruir também a maneira como os humildes, os excluídos e os homens
comuns de todos os tempos relacionam-se com a Beleza. Assim podemos
sentir como, não somente em época diferentes, mas por vezes até dentro
de uma mesma cultura, diversos conceitos de Beleza entraram em
conflito. |
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Assassinatos
na Academia Brasileira de Letras
Autor: Jô Soares
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Literatura
Ano: 2005
A princípio aquilo parecia um paradoxo ou uma brincadeira de mau gosto:
durante seu discurso de posse, o senador Belizário Bezerra, o mais novo
imortal da Academia Brasileira de Letras, caiu fulminado no salão do Petit
Trianon. A morte de outro confrade, em circunstâncias semelhantes - súbita,
sem sangue e sem violência aparente - trouxe uma tensão inusitada para a
tradicionalmente plácida casa de Machado de Assis; um serial killer literário
parecia solto pelo pacato Rio de Janeiro de 1924, e não estava pra brincadeira.
Queria ver mortos todos os imortais. Os "Crimes do Penacho", como a imprensa
marrom apelidou a série de assassinatos, despertaram a curiosidade do comissário
Machado Machado, um tipo comum na paisagem carioca não fosse o indefectível
chapéu-palheta, a pinta de sedutor irresistível e a obstinação em provar que
aquelas mortes jamais poderiam ser coincidências. Em sua investigação, que serpenteia
entre um chope e outro no Café Lamas, reduto dos intelectuais e jornalistas, uma
visita ao teatro São José (mais precisamente ao camarim da deslumbrante Monique Margot,
a estrela da peça "Alô... Quem Fala?"), uma passada no cemitério São João Batista e
outra na Lapa, Machado Machado se vê às voltas com uma fauna exótica e muito
particular. Os suspeitos estão em toda parte: políticos, jornalistas, religiosos,
nobres falidos, embaixadores, crupiês, poetas maiores e menores, homens de letras,
magnatas da imprensa, quase todos com um pendor inescapável para o assanhamento e
a malandragem. "Assassinatos na Academia Brasileira de Letras" combina o sabor da
prosa de Jô Soares a uma pesquisa histórica que reconstitui nos mais ricos detalhes
um Rio de Janeiro que até agora não estava nos livros: parecia estar apenas na memória
de quem o viveu. Como quem não quer nada, Jô mistura erudição e humor, texto e imagens,
suspense e comédia de costumes - fórmula secreta que, na mão dos grandes autores,
garante a marca da melhor literatura.
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