Música
Eletrônica: presente na maioria das festas
Apesar de atual, a música eletrônica não é
tão nova assim. Tudo começou a partir dos anos 60
quando grupos de rock começaram a usar tecnologia de sintetizadores
para fazer suas músicas, como por exemplo, o Pink Floyd.
Mas foi em 77 que surgiram os pioneiros da música eletrônica,
o grupo chamado Kraftwerk. Eles foram os primeiros a fazerem música
100% eletrônica. Tudo o que tem algo eletrônico e
veio depois deles, tem algo a ver com eles.
Um pouco mais tarde, nos anos 80, outras bandas começaram
a se utilizar dessa tecnologia para fazer a Dance Music eletrônica,
foram bandas como New Order, Depeche Mode, Front 242 e Africa
Bambaata que então popularizaram e explodiram esse estilo
de música. Um tempo depois, somados a outras influências,
deram origem a outros gêneros como Techno, House, Trance
e Drum' n' Bass.
No fim dos anos 90, entram em destaque bandas como Orbital, Fatboy
Slim e Underworld (que foi responsável pela massificação
aqui no Brasil, com sua famosa música Born Slippy, do filme
Trainspotting).
Atualmente, a música eletrônica se espalhou por quase
todos os gêneros musicais, da Bossa Nova até o Funk.
Tornou-se assunto diário em jornais e revistas,embala desfiles
de moda, comercias e filmes. Os DJs tornaram-se pop stars, gravam
seus próprios discos e por causa deles, ninguém
mais dúvida que música pode ser feita sem vocal,
guitarra, baixo e bateria. Para fazer música eletrônica
não é preciso sequer saber tocar um instrumento.
Até mesmo líderes de bandas de rock como Bono Vox,
do U2 e Madonna se renderam às influências do estilo.
No Brasil foi somente a partir de 1997 que o techno deixou de
ser consumido somente por um pequeno grupo de freqüentadores
de clubs para chegar ao grande público. Mas como no resto
do mundo o movimento por aqui já mostrou através
de eventos como o Skol Beats, que reuniu 47 mil pessoas e o Big
Beach Brasil no Rio de janeiro com o astro Fatboy Slim, que tende
a ser muito mais que uma febre passageira.
Os principais gêneros da música
eletrônica:
HOUSE:
estilo musical extremamente voltado para as pistas de dança.
Surgiu em 1988 e tem esse nome por causa do club (boate) Warehouse
de Chicago. Depois da criação do house nada mais
seria o mesmo na música mundial, pois esse gênero
de música fez com que surgisse a cultura do DJ, na qual
há uma grande preocupação com a pista de
dança.
TECHNO:
gênero de música eletrônica mais pesado
com batidas mais "furiosas". Desde o início era
um estilo que visava atingir o público que ia às
boates, mas que não curtia o som mais leve (House), e sim
um som mais "rápido". O berço de ouro
do Techno sem dúvida foi à cidade de Detroit, mas
foi só quando algumas bandas como Inner City começaram
a fazer sucesso fora das pistas e invadir a MTV, que o Techno
tornou-se mais popular.
TRANCE:
tornou-se um dos mais populares estilos de música eletrônica
nos últimos anos. É tocado em muitos lugares, desde
Raves até boates mais comerciais e tem como característica
principal à idéia do transe, pois esse tipo de música
tem inspirações psicodélicas.
TRIP-HOP - Batida hip hop sem o vocal rap, acrescida de efeitos
eletrônicos (muitos tirados do dub jamaicano) e elementos
(e interpretações dramáticas, quase teatrais
de gente como Potishead ou P.M.Dawn. Surgiu em 1994 e também
é conhecido como downtempo. O trip-hop é uma musica
essencialmente experimental, com ensinamentos do hip hop ,jazz
e de ambiente.
DRUM'
N' BASS: são músicas feitas em um ritmo
alucinado, bem rápido e com batidas bem quebradas. Possui
bastante vocal cantado.
Dicionário dos DJs
DJ:
Abreviação de Disc Jockey, controlador de discos.
Pick-up: é o toca discos (de Vinil).
CDJ: é um aparelho
que tem as mesmas funções das Pick-ups, só
que toca CDs, como um CD player, só que profissional.
Agulha: é
a parte da Pick-up que faz contato com o disco. É a agulha
que transmite o som do disco para as Pick-ups.
Fone: é o aparelho
na qual o Dj ouve a próxima música que ele vai tocar.
Mixer: aparelhinho onde se
junta duas ou mais músicas para fazer a mixagem.
Mixagem: é
a arte dos DJs de passar de uma música para outra sem que
se caia o ritmo da pista de dança. Quando perfeita, as
pessoas que estão dançando nem percebem que já
mudou de música.
BPM: siglas
que correspondem a "batida por minuto". Servem como
uma medida de "velocidade" da música.
Pitch: controle deslizante
contido em toca discos e CD players profissionais que servem para
alterar a velocidade (BPM) das músicas para que o DJ sincronize
a batida da música atual com a que virá em seguida.
Case: é uma espécie
de "mala" do DJ, é o seu porta Vinis, ou CDs